Em um cenário global de ameaças crescentes, proteger seu patrimônio exige atenção redobrada às práticas de cibersegurança. Descubra como se antecipar e agir.
Recentemente, o Brasil lançou a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança, reforçando a importância de proteger os dados e ativos no ambiente digital. Classificada como de “3ª geração”, essa estratégia aproxima o país das nações mais avançadas, com foco especial na resiliência de serviços essenciais, incluindo o sistema financeiro.
Enquanto isso, na América Latina, muitos países ainda enfrentam um vazio de proteção. Metade das nações não possui planos robustos para proteger infraestruturas críticas, e apenas 20 entidades mantêm CSIRTs plenamente operacionais. Nesse contexto, seu dinheiro pode ficar vulnerável a ataques sofisticados.
Dados globais revelam que as violações de dados cresceram 34,5% em 2023 e os ataques de ransomware dispararam 84%. Essas estatísticas demonstram o tamanho do desafio e a urgência em adotar medidas preventivas.
O setor financeiro latino-americano convive com diversos vetores de ataque. Conhecer cada um é o primeiro passo para reforçar sua defesa digital.
Cada um desses riscos pode comprometer sua conta ou investimento. Por isso, é fundamental adotar hábitos seguros e cobrar das instituições financeiras as medidas de proteção adequadas.
Os bancos e corretoras brasileiras devem seguir normas rígidas para garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos serviços financeiros. Entenda os principais pontos:
Essas normas garantem que as instituições adotem procedimentos mínimos como autenticação forte, criptografia, backups e compartilhamento de informações sobre incidentes. Você, cliente, pode exigir que seu banco ou plataforma cumpra essas obrigações.
Além das exigências legais, você pode adotar práticas simples que fazem grande diferença na prevenção contra fraudes e invasões.
Adotar esses hábitos cria uma camada extra de defesa e dificulta a ação de criminosos, protegendo o que é seu.
Para 2025, especialistas apontam que organizações que não adotarem nunca confiar, sempre verificar ficarão mais vulneráveis. A arquitetura Zero Trust se baseia nesses princípios, exigindo autenticação forte e segmentação rigorosa de redes.
A Resolução BCB 498/2025 já impõe monitoramento contínuo e rastreabilidade para provedores de tecnologia. Esse movimento mostra que o foco não está apenas na resposta a incidentes, mas também na detecção proativa.
Além disso, o uso de inteligência artificial em ataques cresce rapidamente. Por outro lado, soluções baseadas em IA ajudam na análise em tempo real de comportamentos suspeitos, reduzindo o tempo de resposta a incidentes.
Outra tendência é a gestão de riscos na cadeia de fornecedores. Muitos ataques ocorrem por meio de prestadores terceirizados, tornando essencial exigir padrões de segurança de todos os parceiros envolvidos.
O ecossistema regulatório brasileiro evolui para tornar a segurança digital vira requisito essencial. Porém, você também tem responsabilidades. Cobrar das instituições financeiras o cumprimento das normas, adotar hábitos seguros e manter-se informado são passos decisivos.
Proteja seu capital com proatividade e consciência. Quanto mais preparados estivermos, maior será a proteção do seu patrimônio e a resiliência de todo o sistema financeiro.
Comece hoje mesmo: revise suas senhas, ative o 2FA e questione seu banco sobre as práticas de cibersegurança adotadas. Seu dinheiro merece esse cuidado.
Referências