Em 2025, o endividamento das famílias brasileiras atingiu números sem precedentes, com picos de 79,5% em outubro e inadimplência recorde de 30,5% em setembro. Esses dados acendem um verdadeiro sinal de alerta para toda a sociedade, mostrando a urgência de ações concretas para reverter esse cenário.
Este artigo explora a evolução desses indicadores, identifica as causas principais, analisa impactos econômicos e sociais e oferece caminhos práticos para que cada pessoa possa retomar o controle de suas finanças.
No começo do ano, 76,1% das famílias já estavam endividadas, recuo inicial que logo foi substituído por uma alta constante até chegar a 79,5% em outubro. A inadimplência acompanhou de perto essa trajetória, saltando de 29,3% em setembro para 30,5% no mesmo mês, o maior índice desde 2010.
Segundo a CNC, a projeção para o fim de 2025 aponta 77,5% de endividamento e 29,8% de inadimplência, mantendo o patamar elevado. Esses números revelam um ciclo vicioso de endividamento, que só se agrava à medida que famílias têm menos fôlego para honrar compromissos.
Entre os vilões desse quadro estão os juros elevados e Selic alta, que tornam o crédito rotativo e o uso de cartões de forma descontrolada ainda mais caro. O custo de vida disparado, a renda estagnada e a inflação corroem o poder de compra, deixando pouco espaço no orçamento.
Além disso, o crédito fácil e a oferta indiscriminada de empréstimos rápidos contribuem para a formação de novas dívidas em ciclo constante. Comportamentos como parcelamento excessivo, dependência de crédito e até apostas online intensificam o problema.
O quadro de 2025 expôs fragilidade financeira crônica de milhões de lares. Quase 50% das famílias têm contas em atraso, gerando um volume recorde de R$ 151 bilhões em crédito livre atrasado.
O setor empresarial também sofre: são 8 milhões de empresas negativadas, ameaçando sua sobrevivência e pressionando o emprego e a geração de renda. A dívida pública ultrapassou R$ 8,1 trilhões, com custo médio de 11,65% ao ano, criando um cenário insustentável para investimentos públicos.
Apesar do contexto desafiador, existem atitudes que podem gerar alívio imediato e estruturar um futuro mais saudável:
Segundo Fabio Bentes, “O avanço contínuo da inadimplência reforça a importância de iniciativas de educação financeira e do uso consciente do crédito”. Cada passo dado hoje evita crises ainda maiores amanhã.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, alerta que “os juros elevados e a seletividade do crédito fazem com que os consumidores procurem fazer menos dívidas [...], mas o comprometimento crescente da renda acende um sinal de alerta para a economia em 2025”.
Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, reforça: “Apesar da queda do endividamento, as dívidas estão consumindo uma parcela maior da renda [...]. A necessidade de recorrer ao crédito [...] deve tornar a gestão financeira um desafio ainda maior”.
Daniel Bergmann, professor da FEA-USP, destaca que “crédito alto, inflação e estagnação são vilões que sobrepuseram crises e minaram a economia”, evidenciando a urgência de ações sistêmicas e individuais.
O cenário de 2025 é alarmante, mas não irreversível. Com compromisso e planejamento, cada família pode retomar o controle e evitar cair no ciclo de inadimplência grave. A educação financeira, aliada ao uso estratégico de renegociações e orçamentos equilibrados, é a chave para sair da zona de risco.
Comece hoje mesmo traçando metas claras, buscando orientação e utilizando as ferramentas disponíveis. O caminho para um futuro financeiro estável começa com passos simples, mas firmes. Ao agir agora, você constrói não só a sua segurança, mas também fortalece a economia do país como um todo. Faça parte dessa mudança e transforme o alerta vermelho em um sinal de vitória pessoal e coletiva.
Referências