Em um cenário econômico repleto de incertezas, saber lidar com custos não planejados pode fazer a diferença entre o equilíbrio financeiro e uma espiral de dívidas. Este artigo oferece insights práticos e emocionantes para que você utilize o crédito como apoio, sem transformar esse recurso em armadilha.
Nos últimos anos, o brasileiro vem enfrentando um orçamento apertado e em constante aperto. Pesquisa da Serasa apontou que 49% dos consumidores gastaram mais no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Itens essenciais ficaram até 21% mais caros, e 13% dos entrevistados relataram despesas médicas inesperadas como fator de desequilíbrio.
Mesmo entre os 59% que se consideram planejados, 84% recorreram a algum tipo de crédito recentemente, o que evidencia que o planejamento, sem uma reserva efetiva, não basta.
Para 2025, gastos imprevistos são a principal preocupação de 27% dos brasileiros, seguida pela falta de reserva de emergência, apontada por 25%. Apesar do otimismo de 87% que acreditam quitar contas em dia, quase metade não guarda recursos para imprevistos.
Planos de saúde e medicamentos, por exemplo, subiram muito acima da inflação, enquanto materiais escolares, que custaram R$ 49,3 bilhões em 2024, podem alcançar R$ 55 bilhões em 2025 devido a aumentos de até 10%.
Crédito pode ser uma ferramenta de proteção de fluxo de caixa quando usado com critério. Em situações de emergência — conserto de veículo, pagamento de tributos com multa alta ou despesas médicas urgentes — optar por um empréstimo pessoal mais barato pode evitar juros e penalidades maiores.
Além disso, com 73,7 milhões de inadimplentes, um crédito organizado ajuda a manter o nome limpo e acesso a serviços enquanto você renegocia dívidas em condições melhores.
O uso inadequado pode gerar um ciclo de endividamento onde quatro em cada dez brasileiros gastam mais do que recebem e recorrem repetidamente ao crédito para fechar o mês.
Juros elevados no rotativo e no cheque especial podem transformar pequenas necessidades em dívidas de longo prazo. Sem comparação de taxas e informação adequada, muitos optam pela via mais fácil e cara.
Somado a isso, 55% dos brasileiros admitem que educação financeira é essencial para escolhas conscientes, mas ainda não dominam conceitos básicos como CET (Custo Efetivo Total).
Para que o crédito seja um recurso de alívio e não um fardo, siga estas recomendações:
Adotar esses cuidados ajuda a usar crédito de forma consciente e protege seu nome e patrimônio de surpresas desagradáveis.
Em resumo, o crédito pode ser o seu aliado momentâneo diante de urgências, despesas inesperadas podem comprometer seu orçamento se você não atuar com estratégia e informação. O equilíbrio entre planejamento, reserva de emergência e uso responsável do crédito promove segurança financeira e tranquilidade para enfrentar imprevistos.
Referências