Em cenários de instabilidade econômica, sustentar um bom desempenho financeiro é um desafio constante. A volatilidade do mercado, o aumento da inflação e a redução do poder de compra podem tornar o acesso a crédito mais difícil e oneroso.
Ter um bom histórico de crédito significa garantir condições de financiamento menos adversas e maior segurança em futuras negociações. Este artigo aborda desde o contexto macroeconômico até estratégias práticas para proteger seu score, mesmo diante de crises severas.
Uma crise de crédito se caracteriza pela restrição na oferta de empréstimos, fazendo com que o sistema financeiro se torne mais cauteloso e aumente as taxas de juros para compensar riscos.
Entre os principais efeitos, destacam-se:
No Brasil, dados do Banco Central mostram que, durante a crise da Covid-19, a inadimplência das famílias chegou a quase 4%, enquanto a Selic ultrapassava 13% ao ano, elevando o alto custo do crédito e pressionando o orçamento doméstico.
Com juros elevados, as projeções indicaram uma queda de 10% para 3,6% no crescimento do crédito em apenas um ano, evidenciando o impacto direto da Selic no acesso a novos recursos.
O histórico de crédito compõe-se de informações detalhadas sobre operações de empréstimos, financiamentos, cartões e contas em aberto. Agências como Serasa e Boa Vista registram dados essenciais como pontualidade nos pagamentos, volume de consultas ao CPF e percentual de limites utilizados.
É com base nesses registros que as instituições calculam a pontuação de crédito elevada, refletindo o risco de inadimplência de cada consumidor.
Qualquer atraso, mesmo de poucos dias, é comunicado ao banco e pode reduzir consideravelmente seu score, afetando o acesso a crédito.
Durante uma recessão, seu score pode sofrer quedas consideráveis devido a diversos fatores interligados:
• Queda de renda ou desemprego aumenta a probabilidade de atrasos e falta de pagamento.
• Inflação alta eleva o custo de bens básicos, forçando o uso de rotativo e empréstimos emergenciais.
• Instituições financeiras elevam exigências de garantias e reduzem limites de crédito.
• Juros do rotativo e parcelado podem superar 300% ao ano, gerando efeito bola de neve.
Segundo relatórios de 2022, quase 60% das famílias brasileiras recorreram a crédito extraordinário para manter despesas, o que pressiona o score e acentua a vulnerabilidade financeira.
Em muitos casos, atrasos acumulados causam inclusão em cadastro negativo, restringindo o acesso a serviços essenciais como telefonia e energia.
Para enfrentar instabilidades, desenvolva uma postura proativa em relação às finanças:
Essas ações evitam surpresas e garantem que você permaneça em dia com as obrigações, mesmo em períodos de maior tensão econômica.
Algumas posturas podem agravar o cenário e prejudicar seu score:
Para evitar esse ciclo, avalie primeiro sua capacidade real de pagamento, elabore um plano financeiro e busque renegociações que ofereçam prazos e juros compatíveis com sua realidade.
Além das medidas imediatas, adote perspectivas que fortaleçam seu perfil financeiro ao longo do tempo:
1. Estruture uma reserva de emergência sólida equivalente a 3-6 meses de despesas. Isso evita recorrer ao crédito em imprevistos.
2. Invista em educação financeira: faça cursos, leia livros e acompanhe canais especializados para melhorar suas decisões.
3. Diversifique fontes de renda, seja com freelances, renda extra ou investimentos que gerem fluxo de caixa.
Com disciplina, você amplia a capacidade de enfrentar imprevistos sem comprometer o score e constrói um histórico de crédito sólido para todos os ciclos econômicos.
Manter um bom histórico de crédito em tempos de crise exige atenção, disciplina e estratégia. Ao adotar essas orientações, você não apenas preserva seu score, como também desenvolve hábitos financeiros que trarão benefícios duradouros.
Não deixe que a instabilidade dos mercados dite suas decisões. Tome as rédeas de sua vida financeira e construa, passo a passo, um caminho de segurança e prosperidade.
Referências